sexta-feira, 7 de março de 2008

Querido Amigos


Quando assisti a chamada para a nova minissérie da Globo, virei a cara. Não entendi qual era o foco, não tinha "cara de minissérie". Mas no primeiro capítulo estava sem sono e com as opções que temos durante a noite fiquei tentada. Mas não queria me prender a acompanhar mais alguma coisa na tv. BBB já abstrai, têm três edições que não acompanho e é muito interessante ficar à parte dessa programação durante esses meses. Quando chego no trabalho, no dentista as pessoas discutindo, dizendo quem é bom, quem é falso, quem está jogando (mas não é um jogo?!). Aí viram pra você e pedem uma opinião sobre o carinha que fez não-sei- o-que como se fossemos todos íntimos...

Mas a minissérie... comecei a assistir... mas que droga! Estou presa... Adorei! Achei emociante, delicado, quando acaba dá impressão: mas já! O Léo quero levar pra casa, deixar no canto do quarto e ficar olhando aquele "sorriso nos olhos". Pedro, Léo, Tito e Pingo vou arrastar pro barbeiro: Serviço completo, por favor. Iiiiiii olha eu pensando que sou íntima! Ótimas interpretações, uma delícia de acompanhar. Fiquei pensando nos amigos que perdi contato, nas amigas que chamam pra sair e eu vivo "furando", nos caminhos diferentes que tomamos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Linha de partida

A idéia surgiu depois de enviar uma foto engraçada para um blog que visito diariamente. A Sara, que tem senso de humor, começou o post agradecendo a fófesima leitora pela foto. Achei graça e enviei o post da fama para algumas amigas. Uma delas respondeu que eu deveria criar um blog e deixar meus comentário, risadas e dasabafos. Acho estranho a idéia... mas resolvi tentar
E nesse primeiro post o que me vem a cabeça é comentar sobre um livro que acabei de ler ontem: Infiel - A História de uma Mulher que Desafiou o Islã. Trata-se da autobiografia de Ayaan Hirsi Ali que conta desde sua infância muçulmana na Somália até fazer parte do parlamento Holandês. Eu gosto muito do tema que trata sobre a vida das mulheres muçulmas, fatos quase inacreditáveis. Ayaan estudou desde criança teve acesso a educação, aprendeu inglês, morou na Arábia Saudita e no Quênia, teve
acesso à cultura ocidental através da literatura, praticamente contrabandiada, fugiu de um casamento forçado e refugiou-se na Holanda, ode conseguiu estatus de exilada. Apesar de toda luta e dor Ayaan se diz uma mulher de sorte, sobreviveu a clitorectomia, a um traumatismo craniano (devido a uma surra de seu professor do Alcorão) e está viva apesar das ameças de morte pelos muçulmanos. Ayaan faz uma análise sobre o islã, o profeta,a vida no oriente e no ocidente. Isso é o resumo, do resumo, do resumo que tentei fazer. Quando um assunto me interessa fico querendo saber de mais informações sempre e dá-lhe Google, mas não encontrei muita informação nova. Na globo.com tem uma entrevista do programa Milenium, mas o entrevistador deixou a desejar, parecia que não tinha lido o livro, deu uns furos, esperava mais. O livro é excelente, me assustei com as atrocidades, chorei com o sofrimento e as pancadas, e vibrei com as conquistas. É assustador que em pleno século XXI, com toda tecnologia algumas civilações vivem de maneira tão miserável tão lamentável. E nada é motivo de reclamação, pois Alá quis assim. Fazer a mulher a viver de maneira surreal aos nossos olhos deste lado do mapa. Mas o que queria contar é o seguinte quando tinha uns 10 anos, lembro de umas imagens da África no jornal com pessoas pele e osso, com bebês que só tinham cabeça e corpos magrinhos , eu pensava que eram pobres e viviam na miséria mesmo. E certa vez um vizinho (adulto) ao ver um cachorro de rua muito magro o apelidou de Somália. Na época eu ri, mesmo sabendo que era errado rir da desgraça alheia. No livro Ayaan conta esse episódio que na verdade se tratava da fuga da metade da cidade fugindo de um clã mais poderoso, pessoas normais, ricas e pobres de uma hora outra fugindo de carro ou a pé sem dinheiro dependendo da ajuda de outros países por conta de uma guerra civil. E alguém conseguiu fazer piada sobre o assunto...
Dedico este primeiro post a Mary, amiga que teve a idéia primeiro...
Beijos