E nesse primeiro post o que me vem a cabeça é comentar sobre um livro que acabei de ler ontem: Infiel - A História de uma Mulher que Desafiou o Islã. Trata-se da autobiografia de Ayaan Hirsi Ali que conta desde sua infância muçulmana na Somália até fazer parte do parlamento Holandês. Eu gosto muito do tema que trata sobre a vida das mulheres muçulmas, fatos quase inacreditáveis. Ayaan estudou desde criança teve acesso a educação, aprendeu inglês, morou na Arábia Saudita e no Quênia, teve
acesso à cultura ocidental através da literatura, praticamente contrabandiada, fugiu de um casamento forçado e refugiou-se na Holanda, ode conseguiu estatus de exilada. Apesar de toda luta e dor Ayaan se diz uma mulher de sorte, sobreviveu a clitorectomia, a um traumatismo craniano (devido a uma surra de seu professor do Alcorão) e está viva apesar das ameças de morte pelos muçulmanos. Ayaan faz uma análise sobre o islã, o profeta,a vida no oriente e no ocidente. Isso é o resumo, do resumo, do resumo que tentei fazer. Quando um assunto me interessa fico querendo saber de mais informações sempre e dá-lhe Google, mas não encontrei muita informação nova. Na globo.com tem uma entrevista do programa Milenium, mas o entrevistador deixou a desejar, parecia que não tinha lido o livro, deu uns furos, esperava mais. O livro é excelente, me assustei com as atrocidades, chorei com o sofrimento e as pancadas, e vibrei com as conquistas. É assustador que em pleno século XXI, com toda tecnologia algumas civilações vivem de maneira tão miserável tão lamentável. E nada é motivo de reclamação, pois Alá quis assim. Fazer a mulher a viver de maneira surreal aos nossos olhos deste lado do mapa. Mas o que queria contar é o seguinte quando tinha uns 10 anos, lembro de umas imagens da África no jornal com pessoas pele e osso, com bebês que só tinham cabeça e corpos magrinhos , eu pensava que eram pobres e viviam na miséria mesmo. E certa vez um vizinho (adulto) ao ver um cachorro de rua muito magro o apelidou de Somália. Na época eu ri, mesmo sabendo que era errado rir da desgraça alheia. No livro Ayaan conta esse episódio que na verdade se tratava da fuga da metade da cidade fugindo de um clã mais poderoso, pessoas normais, ricas e pobres de uma hora outra fugindo de carro ou a pé sem dinheiro dependendo da ajuda de outros países por conta de uma guerra civil. E alguém conseguiu fazer piada sobre o assunto...Dedico este primeiro post a Mary, amiga que teve a idéia primeiro...
Beijos